Quinta da Lagoalva de Cima
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Esta coudelaria chegou às mãos da atual proprietária por legado de sua Tia D. Maria José de Souza e Holstein Beck (Marquesa de Tancos), que era filha do 4º Duque de Palmela, que foi seu grande impulsionador. Foi instalada na Quinta da Lagoalva de Cima pelo 2º Duque de Palmela, em 1848, e possui presentemente 10 éguas de ventre de raça Lusitana, tendo sido utilizados reprodutores de Manuel e Carlos Tavares Veiga e, também, do Eng. Fernando Sommer d'Andrade.
Teve esta Coudelaria exemplares distinguidos com o título de Campeão dos Campeões, designadamente na I Exposição do Cavalo Português (1983) e na Feira Nacional de Agricultura (1987). O cavalo e o touro aparecem na Lagoalva em 1909, com o 4º duque de Palmela e Marquês do Faial, Luís Borges Coutinho de Medeiros, que formou uma ganadaria e adquiriu, para juntar à sua eguada, uma peara de vinte e quatro éguas na coudelaria do Duque de Toledo - O rei Alfonso XIII de Espanha - situada em Rio Frio, próximo de Madrid. O Cariz Lusitano da coudelaria começou a definir-se já no século XX com base em éguas da Coudelaria Nacional e outras andaluzes, já pertença da coudelaria. A coudelaria visa produzir cavalos destinados à atrelagem, lazer, tauromaquia e ensino privilegiando a cor ruça, a cabeça convexa e uma boa conformação física. De entre os produtos da coudelaria podem citar-se os cavalos toureiros: Temporal por Mestre João Nuncio, Biquini montado por José Lupi, Tal por Emídio Pinto ou Altivo por Manuel Jorge de Oliveira e, mais tarde, pelo rejoneador Javire Mayoral.
              

A Quinta da Lagoalva de Cima estende-se pela margem sul do rio Tejo na freguesia de Santo Eustáquio de Alpiarça, a cerca de 2 km desta vila.

 

Assim como a aliança entre a "tradição" que representa o complexo arquitetônico; com a velha casa setecentista e outras construções para apoio laboral, e as novas oficinas corretamente adaptadas às exigências contemporâneas.

 

Sendo uma das Quintas mais importantes da região constitui uma comenda própria dependente da Ordem de Santiago, tutelada na segunda metade do séc. XVIII por um dos membros da família e Casa Lavre.

 

Em 9 de Dezembro de 1776, na comenda da Lagoalva, foram feitos investimentos vários mandou-se abrir uma vala para obrigar o rio Tejo a seguir o seu leito natural, construindo um  dique  em  estacada.  Tentando minimizar os efeitos das cheias do rio.

Reduziu-se terras maninhas e espargais a cultura agrícola. Mandou-se edificar e reedificar casas da herdade cujas paredes eram ainda de adobe. Nasce então o palácio da Lagoalva com as suas casas e capela.

 

Em 1834 a Quinta da Lagoalva é comprada por Henrique Teixeira de Sampayo, 1° Conde da Póvoa.

 

Em 1841-1842 todos os bens passam para D. Maria Luísa Noronha de Sampayo, que casa em 1846 com D. Domingos António Maria Pedro de Souza e Holstein, (1818-1864), 2° Duque de Palmela, revertendo a partir dessa época os bens para a Casa Palmela.

 

Sucessivamente sempre em poder de descendentes do 2° Duque de Palmela, a Quinta da Lagoalva e as terras que lhe estão anexas, são hoje pertença da Sociedade Agrícola da Quinta da Lagoalva de Cima S. A.