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O HOMEM E O CAVALO SE COMPLETAM NO JOGO DE PÓLO,NUMA RELAÇÃO
E PAIXÃO E CORAGEM
As origens do pólo
estam intimamente ligadas a trajetória desbravadora do homem na saga
de conquistas de seu planeta. E com isto o jogo estava ligado a arte
da guerra e caça. Afinal, nos tempos heróicos esperava-se que um homem
fosse um bravo guerreiro e caçador habilidoso, além de um bom cavaleiro.
SOU O BASTÃO E A BOLA É O MUNDO QUE IREI DOMINAR
O jogo
passou por várias etapas até
chegar na
forma como hoje se pratica.
Há registros de
que em 600a.c.,
no Tibete, os cavaleiros caçavam o rato almiscarado com bastões. Mas quando
haviam ratos, os ginetes usavam
os batões para bater em
uma bola recoberta
de pele, o que
transformou a caça
num jogo.
Os persas
aperfeiçoaram o passatempo
e o introduziram em
diversas regiões sob seu domínio, como Egito, Grécia
e Norte da Índia.
Na Ásia Central e China, um jogo rudimentar
era praticado por
sultões, xás, imperadores
e califas.
Os conquistadores
também amavam o
jogo. Conta-se que Alexandre, o Grande, em seu avanço
rumo a Pérsia, ainda muito jovem,
recebeu de Dario III uma
bola e um taco, seguido do conselho:
Vá jogar e deixe a guerra para os adultos.
A resposta de Alexandre
deu dimensão de suas futuras conquistas:
"Sou o bastão
e a bola é o mundo que
irei dominar".
A metáfora do conquistador é, até
hoje, vista com uma
analogia do jogo de pólo
O PÓLO NO BRASIL
O jogo de pólo
chegou ao Brasil
na década
de 30, trazido por
empresários entusiastas do esporte na Europa.
Com a revolução de 32 houve
uma queda no número de participantes e ele só voltou
a se desenvolver bem
depois dos anos 40, alcançando o auge na década de 70, com as facilidades concedidas pelo governo brasileiro
que facilitou a
importação de cavalos adequados e estimulou o intercâmbio com criadores e jogadores argentinos, até hoje os
reis do esporte
na América Latina. Atualmente o pólo tem aproximadamente 500 participantes
no Brasil, sendo
50% deles no Estado de São
Paulo.
Os outros estão no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, Minas Gerais
e Brasilia. Em São Paulo, a região de Helvetia, no município de Indaiatuba,
a 100 quilômetros da
capital, é o maior centro
de concentração de campos
de pólo do Brasil.
Ao todo, o município
tem 22 campos oficiais,
distribuídos em fazendas particulares e clubes que organizam
torneios disputadíssimos
durante o ano
inteiro.
O CRESCIMENTO EM PORTO ALEGRE
As primeiras partidas de pólo, no Rio Grande do Sul, ocorreram em Porto Alegre, no início do século
passado, onde hoje é o Hospital de Clínicas e
a redenção, onde
haviam dois campos.
No Rio grande do Sul, o pólo
é praticado em várias cidades do interior e, em especial, em Uruguaiana.
Porto Alegre experimenta um crescimento no interesse pelo pólo, existindo
vários times, civis
e militares, com cerca de 100 jogadores.
O Clube de Polo Martin Fierro, El
Paraiso, e recentemente formado juntamente com o campo o
Clube de Polo Arumbeva, em Viamão.
O
Clube de Polo Arumbeva
estreou seu campo nos dias
3,4,10 e 11 de março com jogadores
de times experientes civis
e militares.
O Arumbeva
é composto por polistas de Porto Alegre, que no
passado praticaram seu esporte na Sociedade Hípica Porto-alegrense. José Mariano de Freitas Beck Filho encabeçou o projeto para realização do campo e fez os convites aos
polistas para fundarem o clube: Carlos e Cristiano Schuwab, João Antonio Costa, Beto Borges
Fortes, Beto Logemann,
Marcelo e Eduardo Tellechea Cairoli.
O empreendimento
fica localizado
na Fazenda Arumbeva em Viamão
no Km 20, próximo ao
pedágio antes de Águas Claras. A estrutura
do clube conta com
um campo oficial com medidas
máximas e áreas de segurança cada lado e das laterais.
Têm
piquetes para as cavalhadas, junto ao campo. Está incluído no projeto do clube a criação da categoria exclusiva
para cavalos Crioulos, o que já conta com o incentivo de criadores da raça Crioula.
Tal experimento
com o cavalo Crioulo foi muito bem
sucedido em outras regiões do Estado, como por exemplo em Bagé,
com destaque significativo
no meio polista,
principalmente para iniciantes.
Na inauguração
do clube, que ainda não tem data marcada, está previsto
um jogo com, pelo
menos dois ou
três tempos, em
montaria Crioula. O clube também contará
com clínicas ministradas
por polistas de handcap elevados, e escolinha para iniciantes. Isso fará de Viamão um dos circuítos importantes de pólo do Rio Grande do Sul, visto que no município
já existe outro clube de pólo em atividade,
conta José Mariano.
UM JOGO EM FAMILIA
O pólo tem caracteristicas de agregar famílias.
Em Porto Alegre
os Outeiral, José os dois filhos,
Felipe e Pedro, os Monteiro,
Cau, Phelipe e Leonardo, Os Sant`Anna, Luiz Alberto e Paulo e Jose Mariano de Freitas
Beck Filho com o filho
José Mariano de Freitas Beck Neto,
um esporte que une gerações. No interior como os Martins Bastos
de Uruguaiana começando
por Cabeto e filhos
mais sobrinhos e
primos, os Cantão
de Bagé e os Dutra de Jaguarão. E une também,
hoje, profissionais de várias áreas, advogados,
empresários, médicos,
fazendeiros, e suas famílias.
O CAMPO E A INDUMENTÁRIA PARA O JOGO
Para jogar
é necessário um campo gramado
- 270m por 170 m - com duas
goleiras e dois
times de quatro jogadores. Cada jogador deve
ter em torno
de 4 animais, capacete,
joelheiras, luvas, chicote e tacos, dependendo da estatura do animal. Os tempos
são de 7,5 minutos,
com 3 minutos de intervalos
e de 4 a 6 seis tempos (chukers)
cada gol, muda a posição dos times.
PERFIL DO JOGADOR
O jogador deve ser competitivo e racional, respeitando sempre os adversários.
A DIFUSÃO DO ESPORTE
A Argentina, o Brasil, os Estados
Unidos e a França
são os países
onde o pólo está mais difundido
no ocidente e, no oriente
India, Paquistão e Dubai , são
os locais onde mais se pratica
o pólo.
Ana Lúcia
Teixeira
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