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Entrevista publicada
no Correio do Ribatejo
Produção do livro Puro Sangue Lusitano visita coudelarias
em Portugal, Brasil e outros
países onde a raça vem expandindo-se no Mundo
Brasileira com cidadania também portuguesa,
nascida em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, filha de pai português, da
região Trás-os-Montes, Macedo de Cavaleiros e mãe brasileira, Rio Grande
do Sul, cidade de Bagé ( terra do cavalo Crioulo ).
Formou-se no Brasil, em Comunicação Social - Publicidade / Propaganda e Jornalismo, fez Pós
Graduação em Marketing e especializou-se em fotografia de natureza.
Atua na atividade de jornalista como fotógrafa.
Mora no Brasil e está atualmente em Portugal desenvolvendo um livro Puro
Sangue Lusitano - a presença no Mundo
”Sempre pratiquei esportes, desde
a infância, iniciei na atividade equestre já na fase adulta, adoro a equitação,
com pouca técnica, mas pela habilidade com cavalos e pelo desafio que
esporte proporciona.
No término de cada aula é uma superação, pois além de se fazer o esporte,
se tem a relação de conjunto e parceria.E sem dúvida o cavalo Lusitano
já trás na sua genética a docilidade, o bom andamento. E também é um parceiro
muito generoso e educador, pois está pronto a nos servir e nos ensinar”.
Trajetória Profissional
A oportunidade de
ingressar no segmento rural surgiu com o atendimento à empresa brasileira:
Petróleo Ipiranga, em 1990, quando iniciou com a sua empresa de assessoria,
a Dito & Feito, especializada em promoções. Em contato com os diretores
da Ipiranga, que também tem negócios rurais, passou a atender a Cabanha
Paineiras
( Sucessores de Flavio Bastos Tellechea - um dos maiores e melhores criadores
de cavalos Crioulos do Brasil ). Atendia na área de comunicação para divulgação
dos leilões e premiações dos animais em exposições e feiras. A Dito &
Feito era focada em projetos promocionais e eventos atendendo diversas
empresas de vários segmentos. O único cliente do setor rural era a Paineiras
até 1993, foi quando iniciou um trabalho com o Grupo Gerdau e Federação
Gaúcha de Hipismo participando na função de Diretora de Marketing da entidade.
Neste período começou a interessar-se em saber mais sobre raças e esportes
com cavalos, que levou a criar um projeto editorial de uma revista para
o segmento. A Horse Line. Iniciando aí a atividade como editora. Logo
veio a ABCCC- Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos,
que passou a prestar assessoria editando a publicação da entidade. Foi
somando as experiências aliada aos contatos que firmou no segmento, que
motivou a investir e pesquisar mais sobre o mercado eqüestre, passando
a atuar no setor, através de publicações: livros e periódicos.
Livro Puro Sangue
Lusitano - a presença no Mundo
Foi pesquisando sobre
o cavalo Crioulo que chegou no Puro Sangue Lusitano, ambos tem as mesmas
origens: O cavalo Andaluz, que foi levado para América por Cristóvão Colombo
e também mais tarde ao Brasil pela família real. Mas o cavalo Lusitano
chegou ao Brasil há 32 anos pelos criadores Enio Monte e Toni Pereira,
Haras Itapuã e Haras do Top.
Mercado do Cavalo
Lusitano
Em Portugal e em
outros paises da Europa muito utilizado para fazer touradas, ensino, equitação
de trabalho, atrelagem, além de outras modalidades. No Brasil para os
esportes: adestramento, equitação de trabalho, alguns principiantes no
salto e também para o lazer.
Acredito que com
a mudança dos tempos esse cavalo que era chamado de “cavalo do rei”, hoje
ele serve para os diversos segmentos eqüestres e também pode ser utilizado
para atividades e mercados mais médios não só para competições e grandes
prêmios, mas também para quem quer ter uma segurança na sua montaria,
no seu esporte e lazer, por tratar-se um cavalo dócil, inteligente e confortável
andamento aliado a sua bela morfologia.
Mercado a conquistar:
deve haver uma mudança no conceito de marketing
Com a presença já
em 17 paises: Portugal, Brasil, França, Espanha, México, EUA, Bélgica,
Itália, Suíça, Alemanha, Holanda, Colômbia, Austrália, Inglaterra, Suécia
e Tailândia e China (recentemente).
“No Brasil o cavalo
Lusitano tem um grande mercado a conquistar, então considero importante
trabalhar o conceito de marketing que é divulgado ainda como um cavalo
de nobres, sendo assim quem tem um padrão médio de vida, pode ter cavalos
e sustentar seu esporte acaba não fazendo a identificação como um nobre,
acaba comprando um cavalo que passa outro conceito, mais acessível, não
no preço, mas na imagem. Pois comprar o cavalo não está só na hora da
compra, no seu valor monetário, vem junto um conceito e um tratamento
de manutenção, onde o custo é igual para qualquer cavalo que for proporcionar
esporte ou lazer ao seu proprietário. Já cá em Portugal o marketing que
deve ser trabalhado deve linkar além da identificação social que
é acessível a uma classe média para prática de esporte não só de competições,
mas deve ser orgulho do português montar num cavalo Lusitano, pois esse
é que o legítimo cavalo de Portugal, como o próprio nome diz: LUSITANO,
feito por portugueses.” E isso deve partir por uma conscientização e iniciativa
dos próprios criadores. Em outros mercados, nos demais países o
interesse está crescendo na aplicaçao para o desporto: dressage
e equitação de trabalho, além de ser utilizado também
para o lazer.
Objetivo em publicar
um livro sobre o Puro Sangue Lusitano abrangendo seu universo
Quando decidiu iniciar
o desenvolvimento da produção do livro veio a Portugal para conhecer de
perto a cultura do português com o cavalo Lusitano. E foi através do presidente
da APSL, Engenheiro Manuel Campilho que deu inicio a pauta e organização
da obra, em junho de 2008, onde Campilho demonstrou um grande interesse
e incentivou-a na produção do trabalho. No Brasil, logo após a vinda a
Portugal procurou a ABPSL, ainda na gestão anterior com o presidente Luis
Ermírio de Moraes – Coudelaria Alegria dos Pinhais, que também aderiu
ao projeto junto com os criadores Eduardo Fischer – Haras Villa do Retiro
e Geraldo Lefosse (atual presidente da ABPSL ) – Haras das Mangueiras,
onde iniciou ao desenvolvimento da produção fotográfica, em março de 2009,
obtendo imagens de 20 coudelarias brasileiras que aderiram ao projeto
da mesma forma que as 25 coudelarias portuguesas, e mais 5 países:
Espanha, França, Mexico, EUA e Alemanha como apoiadoras da obra
nessa fase de desenvolvimento editorial, sendo assim um trabalho de uma
grande equipe composta por Ana Lúcia na coordenação geral, fotografia
e reportagens, 50 criadores entre portugueses, brasileiros,cinco países
convidados a participar , o médico-veterinário português, Dr. João da
Costa Ferreira que está escrevendo a origem e história do cavalo Lusitano.
E na parte fotografica o médico, criador e fotógrafo Antonio
Mendonça que foi convidado a participar com a sua fotografia especializada
em cavalos Luistanos. “ Mas também considero importantíssimo o apoio
da família Lopo de Carvalho, Manuel Antonio, Bibica e seus filhos na acolhida
e o laço de amizade que fizemos, sem esse apoio seria quase impossível
permanecer cá em Portugal por tanto tempo para o desenvolvimento da obra.
Eles fazem parte da minha equipe com o apoio e amizade que tenho deles.”
Conteúdo Editorial
O conteúdo que está
sendo desenvolvido abrange desde a parte histórica suas principais coudelarias,
além de esportes, modalidades de apresentações, seleção genética e mercado
mundial da raça, escrito em três idiomas: português, inglês e espanhol.
Fotografia
A parte fotográfica
abrange 60% da obra e mostra imagens do cavalo Lusitano desde touradas,
os esportes praticados no seu universo, escola de arte eqüestre portuguesa,
tradições e cultura portuguesa, campeonatos mundiais e onde vive e é criado
em Portugal, Brasil, Espanha, França, EUA, Mexico e Alemanha.
Acabamento gráfico
e lançamento
O livro tem um projeto
gráfico no formato 30 x 26cm com capa dura, em seleção de cores, num total
aproximado de 340 páginas. O lançamento está previsto para 2010, no Brasil
e em Portugal, mas ainda não tem as datas para os eventos de lançamentos
definidas.
Cavalo ontem e hoje
“Considero a amizade
entre o homem e o cavalo lembra o principio das civilizações como o animal
começou a ser usado como meio de locomoção. Ajudando o homem no seu trabalho
no campo, os soldados na guerra, participando de torneios da idade media,
das famosas caçadas a raposa na Inglaterra, o cavalo sempre foi presença
e bem amada na vida do homem. E hoje ele raramente puxa um arado como
meio de transporte, foi substituído pelo automóvel. E cavalgar transformou-se
em esporte e lazer: a equitação praticada por homens, mulheres e crianças”.
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