O
pólo começou a ser praticado no Brasil durante a década de 20 por ingleses,
fazendeiros e militares brasileiros, principalmente no interior de São
Paulo, onde até hoje tem grande expressão. Além disso, no sul do país
o esporte sofreu grande influência de argentinos e uruguaios. Também
foi grande a influência inglesa no pólo do Rio de Janeiro, destacando-se
como principal figura sir William Prytman. Enquanto os militares utilizavam
o Campo da Parada, em São Cristóvão, o primeiro campo de pólo civil
foi o Gávea Golf Pólo Club. Já no Rio Grande do Sul houve uma maior
influência por parte dos países vizinhos, como Argentina e Uruguai,
além da preponderância do pólo militar. O Exército também destacou-se
no cenário nacional, conquistando os títulos de campeão estadual e nacional.
No
ano de 1973, com a motomecanização, o pólo militar começou a declinar,
com exceção dos Dragões da Independência (Brasília), Osório (Porto Alegre),
Andrade Neves (Rio de Janeiro), da Academia Militar de Agulhas Negras
(Resende) e na fronteira do sul do país, no 8o RC de Uruguaiana e no
5o RC de Quaraí. Um jogo teve a participação de dez generais do Exército
durante a Temporada Hípica da AMAN, em 1983, evento que depois se repetiu
em Brasília, Ponta Porã e Uruguaiana. Os ingleses coronel Parker e major
Coulson tiveram papel essencial na introdução do pólo no estado de São
Paulo, onde iniciou-se basicamente no interior, mais precisamente na
região de Colina e Orlândia, onde a família Junqueira, tradicional criadora
de cavalos, proporcionava um ambiente propício.
O
primeiro campo da Sociedade Hípica Paulista foi na sede de Pinheiros.
Com o passar do tempo, várias equipes foram se formando na região. Durante
os anos 60, uma nova geração de jogadores surgia e substituia a antiga.
Em 28 de novembro de 1963, é fundada a Federação Paulista de Pólo. Os
efeitos da nova organização começam a ser avistados durante a disputa
da Copa Vargas, em Buenos Aires, onde os brasileiros forçam a terceira
partida contra os argentinos, ocasião inédita há muitos anos. A equipe
da Sociedade Hípica Paulista vence o Chile em São Paulo e Santiago na
Copa Alessandri e conquista a primeira vitória internacional de um time
formado exclusivamente por jogadores brasileiros. Com vitórias das equipes
Rio Pardo, Toca e Sapizal nas Copas Vargas, Alessandri e no Mundialito
de Pólo, o Brasil começa a se destacar internacionalmente e alguns jogadores
são convidados patra atuar em outros países. Um dos jogadores que obteve
maior êxito fora do Brasil foi Sylvio Junqueira Novaes, que, além de
atuar por várias temporadas na Inglaterra e ter feito oito gols de handicap,
viu sua égua Elke ser premiada como melhor animal da temporada no país.
A
criação de cavalos nacionais para pólo apresentou grande desenvolvimento
e alguns animais participaram dos Campeonatos Abertos da Argentina e
muitos até hoje são exportados para os Estados Unidos, Venezuela, Itália
e Inglaterra. Após a fundação da Federação Internacional de Pólo, começa
a ser disputado o Campeonato Mundial e o Brasil sagra-se uma vez campeão
e duas vezes vice. Na região de Indaiatuba, graças aos esforços de Giorgio
Moroni, é formado em maio de 1975 o Helvetia Pólo Country Club, que
reúne os melhores jogadores de pólo e agrupa os campos particulares
na cidade. Outro fato curioso do esporte ocorreu quando da ocasião da
visita do príncipe Charles ao Brasil em 1978, quando o herdeiro da coroa
inglesa e grande entusiasta do esporte disputou alguns jogos em equipes
civis e militares, em partidas disputada em São Paulo e Brasília.
Fonte de Consulta: Confederação Brasileira
de Hipismo
